Livros e crianças
20 de dezembro de 2011 | por LilianaMesmo os pais que já adotam os livros eletrônicos insistem que seus filhos pequenos tenham contato com os livros impressos. Uma das razões para isso é que os pais não querem privar as crianças da vivência da virada física das páginas, do aprendizado com os diferentes formatos, cores e texturas. Será que o futuro do livro físico está na seção infantil?
Veja alguns trechos de uma matéria sobre o assunto produzida pelo New York Times.
“Os livros impressos talvez estejam sendo superados pelo crescimento dos livros eletrônicos, mas eles têm um domínio tenaz sobre um grupo particular: as crianças. Os pais insistem que a próxima geração de leitores passe seus primeiros anos com os livros à moda antiga.
(…) Os pais dizem que gostam de se aninhar com os filhos e um livro, e temem que um aparelho brilhante possa conquistar toda a atenção. Além disso, se o Joãozinho babar, o livro talvez seja mais fácil de limpar do que o tablet.
(…) Enquanto o mundo dos livros adultos está se digitalizando a uma velocidade maior do que a esperada pelos editores, as vendas de títulos eletrônicos para crianças com menos de 8 anos quase não se alteraram. Elas representam menos de 5% das vendas totais anuais dos livros infantis, estimam vários editores, comparadas com mais de 25% em algumas categorias de livros adultos.
(…) Os livros infantis também são um ponto luminoso para as livrarias de tijolo e cimento, pois os pais muitas vezes querem folhear o livro todo antes de comprá-lo, algo que em geral não podem fazer com os livros eletrônicos. Um estudo encomendado pela HarperCollins em 2010 revelou que os livros comprados para crianças de 3 a 7 anos frequentemente eram descobertos em uma livraria local –em 38% das vezes.”
A matéria completa, traduzida para o português por Deborah Weinberg e disponibilizada pelo portal uol, pode ser lida na íntegra aqui.