Já falamos em outro post da nostalgia que o cheiro dos livros vai provocar nos aficionados, se o mundo de fato se tornar tão eletrônico quanto promete. Agora é a vez de falar de outra coisa que já deixa muita gente saudosa: o som das máquinas de escrever. Parece meio doido? Pois há quem saiba até mesmo diferenciar a marca só de ouvir o barulhinho das teclas.
Confira aqui a história das máquinas de escrever recitada magistralmente por Michael Winslow.
Ainda sobre o assunto, o jornal The New York Times fez uma matéria que mostra que as máquinas de escrever estão ganhando popularidade novamente, e entre os jovens. Veja alguns trechos da matéria:
“As máquinas de escrever manuais não estão desaparecendo na era digital. Elas têm atraído novos entusiastas, muitos, jovens o bastante para não guardar nostalgia das fitas gastas, dedos manchados e líquido corretor. E, diferentemente dos datilógrafos de outrora, esse pessoal não está digitando na solidão.
Eles estão cultuando velhas Underwood, Smith Corona e Remington, reconhecendo-as como máquinas bem desenhadas, funcionais e bonitas, trocando-as e exibindo-as para os amigos. Numa série de eventos chamados “type-ins”, eles têm se reunido em bares e livrarias para ostentar um tipo de dignidade e estilo pós-digital, escrevendo cartas para mandar pelo correio e competindo para ver quem consegue datilografar mais rápido.
(…)
Em mais de uma dúzia de entrevistas, jovens aficionados levantaram um tema em comum. Embora eles tenham crescido com computadores, gostam de ultrapassar as linhas da cultura digital. Assim como criar abelhas nas cidades, fazer tricô ou outras atividades da época do “faça você mesmo”, eles apreciam a concretude e a objetividade das coisas. Eles reclamam das doutrinas digitais que identificam o “progresso” humano como uma marcha sem fim em direção de uma eficiência maior, de uma máquina sem atrito.
Isso não os torna contrários à industrialização. Para muitos jovens usuários de máquinas de escrever, a velha tecnologia fica confortavelmente ao lado da nova.”
Tradução: Eloise De Vylder
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